Guiados pelo Espírito Santo

7 Outubro, 2008

Lemos em Mateus 4.1 que Jesus foi conduzido pelo Espírito Santo ao deserto para ser tentado pelo Diabo.  Era de se imaginar que Jesus não precisasse ser orientado por outra pessoa. Entretanto, precisava. Ao descer da sua glória, ele abriu mão de suas prerrogativas divinas, incluindo sua onisciência, para se tornar semelhante a nós. Estando na condição humana, Cristo não sabia de todas as coisas (Mc.13.32). Por isso precisava ser conduzido pelo Espírito Santo. Se Jesus precisou, quanto mais nós! Afinal, todos os filhos de Deus precisam e devem ser guiados por ele (Rm.8.14). Jesus nos deu, portanto, valioso exemplo nesse sentido. Se o Mestre, sendo quem é, não viveu de modo independente, muito menos nós poderíamos viver.

A bíblia fala sobre dois modos de vida através das expressões: “andar segundo a carne” e “andar em Espírito” (Gl.5.16; Rm.8.1). Andar na carne é viver de acordo com os desejos carnais, conduzindo a si mesmo segundo os preceitos humanos e mundanos (ICor.3.3). Andar em Espírito é ser levado pelo Espírito Santo. É andar com Deus como Enoque andou (Gn.5.24).

Queremos que Deus ande conosco, mas o que precisamos é andar com ele, e isso é totalmente diferente. Se andamos com o Senhor, vamos para onde ele quer.

Queremos que Deus nos acompanhe, mas devia ser o contrário. Nós é que somos os seguidores, e seguidor não escolhe a direção, escolhe apenas a quem seguir. Não é razoável que o pastor siga as ovelhas, a não ser que esteja procurando aquela que se desviou.

Queremos que o Espírito Santo nos leve, desde que seja para o lugar que nós apontamos. Assim não está certo. Escolhemos um emprego e queremos que Deus nos coloque lá de qualquer jeito, quando deveríamos pedir que, antes de tudo, a sua vontade fosse feita e não a nossa (Mt.6.10; Mt.26.39). Fazemos planos e queremos determinar que Deus os realize. Assim, estamos tentando levar o Senhor para andar nos nossos caminhos. Ele pode até realizar alguns dos nossos sonhos e desejos, mas a nossa atitude deve ser de submissão, permitindo que ele nos conduza por onde ele desejar.

Guia-me pelas veredas da justiça, por amor do teu nome” (Salmo 23.3).

Para onde o Espírito Santo nos levará? Para os lugares determinados pelo Pai. Ele levou Jesus ao deserto e não a um passeio turístico. Gostaríamos que o Espírito Santo nos levasse apenas a lugares agradáveis, mas ele certamente nos levará a lugares necessários, a situações e experiências diversas, que podem ser aprazíveis ou não. A vida do cristão tem fases difíceis, mas que só ocorrem por um propósito de Deus, contribuindo para o nosso bem e crescimento espiritual.

Jesus foi para o deserto, um lugar onde não há caminhos e os pontos de referência são raros, mas isso não representa problema para alguém que é conduzido pelo Espírito Santo. De outro modo, aquele que viaja no ermo pode ficar desorientado, perdido, correndo o risco de morrer ali.

A vida humana pode ser assim em alguns momentos. Quantas pessoas estão vivendo sem direção, sem saber o que fazer nem para onde ir. Estão desorientadas, perdidas, como ovelhas que não têm pastor (Mt.9.36). Muitos vivem assim porque não conhecem Jesus, não crêem nele ou não o receberam como seu Salvador. Mas, o que dizer de cristãos que estão nessa situação? Só existe uma explicação: deixaram de seguir a direção de Deus. Como podemos ser guiados por ele? Como alguém pode conhecer e realizar a vontade do Senhor? Vejamos alguns parâmetros gerais sobre decisões e escolhas:

Não precisamos ficar buscando a vontade de Deus para coisas pequenas do dia-a-dia, pois isso pode se tornar uma mania, uma neurose, impedindo-nos de agir. Por exemplo, não é preciso orar para ir à padaria, nem perguntar ao Senhor a cor da roupa que devemos comprar. Deus nos deu capacidade e liberdade para resolver essas pequenas questões. Entretanto, existem decisões em nossas vidas que são muito importantes, pois mudam completamente o rumo da nossa história. A escolha do curso superior, da profissão, do emprego, do cônjuge, são apenas alguns exemplos de decisões muito sérias. Decidir sobre um namoro pode parecer algo de pouca importância, mas, considerando que o mesmo pode conduzir ao casamento, é necessário que a questão seja examinada com seriedade. Mudar de igreja ou de cidade pode também alterar muito a vida de uma pessoa. Nessas horas, precisamos de uma direção segura, pois as conseqüências, boas ou más, podem ser irreversíveis. Temos liberdade de escolha, mas só Deus pode nos mostrar a melhor opção. Somos semelhantes ao motorista numa rodovia, que precisa decidir corretamente diante das encruzilhadas e trevos, pois o retorno pode ser muito difícil e distante. Em algumas situações da vida, não há como voltar. É imprescindível, portanto, que aprendamos a ver e entender os sinais que nos ajudarão a andar no melhor caminho.

Como descobrir a direção certa?

– Bom senso, inteligência e conhecimento são importantes e úteis, mas podem não ser suficientes. Use sua capacidade intelectual, mas não se apóie totalmente nela. Por mais conhecimento que possamos adquirir, não seremos oniscientes ou prescientes. Portanto, somos dependentes de Deus.

Confia no Senhor de todo o teu coração, e não te estribes no teu próprio entendimento” (Pv.3.5).

– Ouça a voz da consciência, mostrando o que é certo e o que é errado. Entretanto, isto não é tudo. Como disse o Pr. Márcio Valadão, “se vamos fazer ou deixar de fazer alguma coisa, não é apenas por se tratar de algo certo ou errado, mas por estar ou não de acordo com a vontade de Deus para nós”.  Podemos estar diante de duas opções certas, porém existe uma melhor que a outra. Precisamos da direção divina para escolher bem.

– Ore, entregue a vida a Deus, peça a ele orientação (Salmo 37.5).  Um filho que se recusa a pedir o conselho dos pais age como se fosse órfão. Quando tomamos decisões sem orar, a responsabilidade é toda nossa. Quando oramos, dividimos a responsabilidade com Deus. O Senhor responde de várias formas. Podemos ouvir a sua voz diretamente, mas ele nos fala também através da bíblia e das pessoas que estão à nossa volta.

– Conheça a bíblia e siga os seus princípios. Não se trata de imitar os personagens nem de encontrar decisões prontas. A bíblia nos dá parâmetros para boas escolhas. Se a nossa resolução estiver de acordo com a justiça, a verdade, a fé, a misericórdia e a bondade, é bem provável que esteja correta. Por outro lado, se você sabe que a bíblia proíbe algo, não adianta orar e pedir direção de Deus sobre o assunto.

“Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai”. (Fp.4.8). Creio que essa lista de valores deve ser também a base para as nossas decisões e escolhas.

– Ouça o conselho das pessoas mais experientes, principalmente daqueles que exercem autoridade sobre você. A orientação dos líderes deve ser seguida enquanto estiver de acordo com os princípios bíblicos.

Assim diz o Senhor: Ponde-vos nos caminhos, e vede, e perguntai pelas veredas antigas, qual é o bom caminho, e andai por ele; e achareis descanso para as vossas almas…”. (Jr.6.16).

Em assuntos de ordem pessoal, o líder eclesiástico deve orientar, mas não pode tomar decisões no lugar dos liderados.  Se você sabe que a bíblia ordena ou proíbe algo, não é necessário pedir orientação do líder.

- Além de todos os meios já citados, o cristão pode contar com a direção do Espírito Santo, conforme falamos no início. Ele é uma pessoa que tem vontade própria e se expressa de várias maneiras, inclusive por meio dos dons espirituais (ICor.12; At.13.1-2). Uma de suas principais funções neste mundo é nos conduzir à verdade (João 16.13 ). Quando não ouvimos claramente a voz do Espírito Santo, creio que ele pode nos guiar através de uma convicção interior que produz paz em nossos corações.

– Deus nos guia também por meio das circunstâncias. Vemos isso na história de José do Egito. Ele teve sonhos proféticos e depois foi conduzido silenciosamente através de fatos diversos que o levaram ao palácio de Faraó. Quando Deus se cala, devemos apenas confiar nele.

Se, em algum momento, não houver direção, não houver certeza, talvez seja melhor não sair do lugar. Nesse caso, se a decisão puder ser adiada, que seja, mas não por preguiça, medo, negligência ou covardia.

Quando Israel viajava pelo deserto, havia uma nuvem que o guiava (Num.9.15-23). Se a nuvem estivesse parada, o povo deveria permanecer naquele lugar. Existem momentos em que devemos esperar, com paciência, até que recebamos uma ordem, uma orientação ou um sinal.

Jesus foi levado pelo Espírito Santo ao deserto, mas ele não ficaria ali para sempre. O deserto pode ser uma passagem, mas não uma morada. Depois, Cristo voltou para a cidade e foi exercer seu ministério. Queremos fazer a obra de Deus com êxito e vitória? Precisamos enfrentar o deserto, conduzidos pelo Espírito Santo.

Fonte Anísio Renato de Andrade – Bacharel em Teologia – (http://www.geocities.com/anisiorenato/guiados.htm)


A aranha

24 Setembro, 2008

Uma vez um homem estava sendo perseguido por vários malfeitores que
queriam matá-lo.

O homem, correndo, virou em um atalho que saía da estrada e entrava pelo
meio do mato e, no desespero, elevou uma oração a Deus da seguinte
maneira:

- “Deus Todo Poderoso fazei com que dois anjos venham do céu e tapem a
entrada da trilha para que os bandidos não me matem!!!”

Nesse momento escutou que os homens se aproximavam da trilha onde ele se
escondia e viu que na entrada da trilha apareceu uma minúscula aranha.

A aranha começou a tecer uma teia na entrada da trilha.

O homem se pôs a fazer outra oração cada vez mais angustiado:

- “Senhor, eu vos pedi anjos, não uma aranha.”

- “Senhor, por favor, com tua mão poderosa coloca um muro forte na
entrada desta trilha, para que os homens não possam entrar e me
matar…”

Abriu os olhos esperando ver um muro tapando a entrada e viu apenas a
aranha tecendo a teia.

Estavam os malfeitores entrando na trilha, na qual ele se encontrava
esperando apenas a morte.

Quando passaram em frente da trilha o homem escutou:

- “Vamos, entremos nesta trilha!”

- “Não, não está vendo que tem até teia de aranha!? Nada entrou por
aqui.
Continuemos procurando nas próximas trilhas”

Fé é crer no que não se vê, é perseverar diante do impossível.

Às vezes pedimos muros para estarmos seguros, mas Deus pede que tenhamos
confiança n’Ele para deixar que sua glória se manifeste e faça algo
como
uma teia, que nos dá a mesma proteção de uma muralha.

Tenha uma linda semana na presença do Pai.


Esse é o Meu Deus

10 Setembro, 2008

Sabia que Deus gosta dos loucos? Não? Então veja se não tenho razão:

- Alguma pessoa normal chegaria em frente ao mar e diria:
ABRE-TE!?

- Alguma pessoa normal olharia para cima e gritaria para o sol:
PARE!?

- Alguma pessoa normal diria para um morto há 3 dias:
LEVANTA-TE E ANDA!?

- Alguma pessoa normal bateria com o cajado numa pedra para tirar água?

- Alguma pessoa normal mandaria o mar e o vento ficarem quietos?

-Alguma pessoa normal ficaria quietinha, sentada dentro de uma
jaula com leões famintos?

- Alguma pessoa normal ficaria rodando em volta de uma cidade
durante 7 dias, cantando, até as muralhas da cidade caírem?

Hum…eu acho que não! Parece brincadeira, mas hoje eu estava pensando sobre isso, e resolvi que também vou ser “louco”!

Sabe o que é isso?

Uma coisa chamada!

Quando a gente tem FÉ, olha e vê o invisível! E nem se importa com o que os outros vão falar ou pensar. Deus é que precisa ver!


Último folheto!

2 Setembro, 2008

Todos os domingos à tarde, depois do culto da manhã na igreja, o pastor e seu filho de 11 anos saíam pela cidade e entregavam folhetos
evangelísticos.

Numa tarde de domingo, quando chegou à hora do pastor e seu filho saírem pelas ruas com os folhetos, fazia muito frio lá fora e também
chovia muito.

O menino se agasalhou e disse:

‘Ok, papai, estou pronto’.

E seu pai perguntou:

‘Pronto para quê?’

‘Pai, está na hora de juntarmos os nossos folhetos e sairmos’.

Seu pai respondeu:

‘Filho, está muito frio lá fora e também está chovendo muito’.

O menino olhou para o pai surpreso e perguntou:

‘Mas, pai, as pessoas não vão para o inferno até mesmo em
dias de chuva?’

Seu pai respondeu:

‘Filho, eu não vou sair nesse frio’.

Triste, o menino perguntou:

‘Pai, eu posso ir? Por favor!’

Seu pai hesitou por um momento e depois disse:

‘Filho, você pode ir. Aqui estão os folhetos. Tome cuidado, filho’.

‘Obrigado, pai!’

Então ele saiu no meio daquela chuva. Este menino de onze anos caminhou pelas ruas da cidade de porta em porta entregando folhetos
evangelísticos a todos que via.

Depois de caminhar por duas horas na chuva, ele estava todo molhado, mas faltava o último folheto. Ele parou na esquina e
procurou por alguém para entregar o folheto, mas as ruas estavam totalmente desertas. Então ele se virou em direção à
primeira casa que viu e caminhou pela calçada até a porta e tocou a campainha. Ele tocou a campainha, mas ninguém
respondeu. Ele tocou de novo, mais uma vez, mas ninguém abriu a porta. Ele esperou, mas não houve resposta.

Finalmente, este soldadinho de onze anos se virou para ir embora, mas algo o deteve. Mais uma vez, ele se virou para a
porta, tocou a campainha e bateu na porta bem forte. Ele esperou, alguma coisa o fazia ficar ali na varanda. Ele tocou de novo e desta vez a
porta se abriu bem devagar. De pé na porta estava uma senhora idosa com um olhar muito triste. Ela perguntou gentilmente:

‘O que eu posso fazer por você, meu filho?’

Com olhos radiantes e um sorriso que iluminou o mundo dela, este pequeno menino disse:

‘Senhora, me perdoe se eu estou perturbando, mas eu só gostaria de dizer que JESUS A AMA MUITO e eu vim aqui para lhe entregar o
meu último folheto que lhe dirá tudo sobre JESUS e seu grande AMOR’.

Então ele entregou o seu último folheto e se virou para ir embora.
Ela o chamou e disse:

‘Obrigada, meu filho!!! E que Deus te abençoe!!!’

Bem, na manhã do seguinte domingo na igreja, o Papai Pastor estava no púlpito. Quando o culto começou ele perguntou:

‘Alguém tem um testemunho ou algo a dizer?’

Lentamente, na última fila da igreja, uma senhora idosa se pôs de pé.
Conforme ela começou a falar, um olhar glorioso transparecia em seu rosto.

‘Ninguém me conhece nesta igreja. Eu nunca estive aqui.
Vocês sabem antes do domingo passado eu não era cristã. Meu marido faleceu a algum tempo deixando-me totalmente sozinha neste
mundo. No domingo passado, sendo um dia particularmente frio e chuvoso, eu tinha decidido no meu coração que eu chegaria ao
fim da linha, eu não tinha mais esperança ou vontade de viver.

Então eu peguei uma corda e uma cadeira e subi as escadas para o sótão da minha casa. Eu amarrei a corda numa madeira no
telhado, subi na cadeira e coloquei a outra ponta da corda em volta do meu pescoço. De pé naquela cadeira, tão só e de
coração partido, eu estava a ponto de saltar, quando, de repente, o toque da campainha me assustou. Eu pensei:

‘Vou esperar um minuto e quem quer que seja irá embora’.

Eu esperei e esperei, mas a campainha era insistente; depois a pessoa que estava tocando também começou a bater bem forte. Eu pensei:

‘Quem neste mundo pode ser? Ninguém toca a campainha da minha casa ou vem me visitar’.

Eu afrouxei a corda do meu pescoço e segui em direção à porta, enquanto a campainha soava cada vez mais alta.

Quando eu abri a porta e vi quem era, eu mal pude acreditar, pois na minha varanda estava o menino mais radiante e angelical que já
vi em minha vida. O seu SORRISO, ah, eu nunca poderia descrevê-lo a vocês! As palavras que saíam da sua boca fizeram com que o meu
coração que estava morto há muito tempo SALTASSE PARA A VIDA quando ele exclamou com voz de querubim:

‘Senhora, eu só vim aqui para dizer QUE JESUS A AMA MUITO’.
Então ele me entregou este folheto que eu agora tenho em minhas mãos.

Conforme aquele anjinho desaparecia no frio e na chuva, eu fechei a porta e atenciosamente li cada palavra deste folheto.

Então eu subi para o sótão para pegar a minha corda e a cadeira. Eu não iria precisar mais delas.

Vocês vêem – eu agora sou uma FILHA FELIZ DO REI!!!

Já que o endereço da sua igreja estava no verso deste folheto, eu vim aqui pessoalmente para dizer OBRIGADO ao anjinho de Deus que no

momento certo livrou a minha alma de uma eternidade no inferno.

Não havia quem não tivesse lágrimas nos olhos na igreja. E quando gritos de louvor e honra ao REI ecoaram por todo o edifício,
o Papai Pastor desceu do púlpito e foi em direção a primeira fila onde o seu anjinho estava sentado. Ele tomou o seu filho nos braços e chorou copiosamente.

Provavelmente nenhuma igreja teve um momento tão glorioso como este e provavelmente este universo nunca viu um pai tão transbordante de amor e honra por causa do seu filho…

Exceto um. Este Pai também permitiu que o Seu Filho viesse a um mundo frio e tenebroso. Ele recebeu o Seu Filho de volta com gozo indescritível, todo o céu gritou louvores e honra ao Rei, o Pai assentou o Seu Filho num trono acima de todo principado e potestade e lhe deu um nome que é acima de todo nome.

Bem aventurados são os olhos que vêem esta mensagem. Não deixe que ela se perca, leia-a de novo e passe-a adiante.

Lembre-se: a mensagem de Deus pode fazer a diferença na vida de alguém próximo a você.